O jornal O ESTADÃO, de São Paulo, um dos maiores jornais brasileiros, publicou ontem, dia 03, no caderno de economia, matéria que aponta Araguaína como uma das 5 cidades da Região Norte que fazem parte da lista das 500 melhores cidades brasileiras.

Segundo o jornal, ao contrário das cidades da região que não pontuam nos índices de desenvolvimento, saúde e educação, Araguaína e as outras quatro cidades tem índices altos e, por isso, são chamadas de “estranhos no ninho”..

As regiões Norte e Nordeste dominam a lista de 500 piores municípios do País em termos de desenvolvimento, mas cinco cidades refutaram essa tendência e aparecem entre as 500 melhores do Brasil. Por outro lado, 13 municípios localizados em regiões de elevado desenvolvimento têm indicadores muito distantes de seus vizinhos. São os chamados “estranhos no ninho”, conforme dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) obtidos com exclusividade pelo Broadcast, serviço de informações da Agência Estado.

As notícias positivas vêm de Eusébio, Sobral e Maracanaú, no Ceará, de Araguaína, no Tocantins, e de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Todas elas têm alto desenvolvimento em saúde e educação, além de bom desempenho nas áreas de emprego e renda, transformando-se em ilhas em meio às baixas pontuações obtidas por seus vizinhos.

O município de Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, não se acomodou na 896ª posição no ranking nacional (onde estava em 2005) e vem obtendo progressos contínuos. Em 2013, ocupou o posto de 17ª cidade mais desenvolvida do País. De lá para cá, o município evoluiu 63,1% em termos de saúde e atenção básica. Seu mercado de trabalho está no seleto grupo dos dez melhores do Brasil.

Na educação, Eusébio lidera o desenvolvimento no Nordeste, com a pontuação de 0,9255 (o máximo é 1). O município é modelo em diversas frentes: o número de professores do ensino fundamental que cursaram o ensino superior chegou a 91,4%, contra 61,5% na média da região. A distorção idade-série dos alunos foi de apenas 7,3%, quatro vezes menos do que no Nordeste como um todo (31,5%).

“Em Eusébio, foi marcante o avanço nas três áreas. A cidade conseguiu de fato transformar o desenvolvimento econômico em avanços sociais”, avalia o pesquisador Guilherme Mercês, gerente de Ambiente de Negócios e Infraestrutura da Firjan.

Sobral, no noroeste do Ceará, também é um oásis em meio ao baixo desenvolvimento. O índice de emprego e renda no município é o nono melhor do País, o mais elevado do Nordeste. Um desempenho bastante diferente da vizinha Irauçuba, que tem um mercado de trabalho apenas regular.

A saúde tem deixado a desejar, com piora no desenvolvimento desde 2009, mas ainda melhor do que seus pares. Já a educação é modelo para a região. A média das escolas da rede pública de Sobral no Ideb, exame de avaliação da educação básica, ficou em 6,5 pontos em 2013, quase o dobro dos 3,8 pontos conquistados pela lindeira Santana do Acaraú no mesmo exame.

Os demais municípios parecem seguir o mesmo tipo de receita. Em Araguaína (TO), os indicadores de educação são bastante superiores à média, fruto da baixa distorção idade-série (16,1%, contra 21,0% na média brasileira) e da elevada média de horas-aula (5,3 horas diárias, contra 4,5 horas na média nacional).

Já Fernando de Noronha (PE) conseguiu compensar a pontuação apenas regular em termos de emprego e renda com resultados de excelência na área social. A ilha oferece vagas em creches e pré-escolas para todas as crianças com menos de cinco anos de idade, além de não ter porcentual significativo de óbitos por causas mal definidas ou de mortes infantis por razões evitáveis.

“O grande diferencial desses municípios é a gestão, caracterizada pelo bom posicionamento das políticas públicas e pelo bom direcionamento dos recursos”, afirma Mercês.

Menos desenvolvimento. Por outro lado, treze municípios localizados em regiões de elevado desenvolvimento têm indicadores muito distantes de seus vizinhos. Todos localizados no Centro-Oeste e em Minas Gerais, estão entre os 500 piores do Brasil. O retrato é semelhante: baixo desenvolvimento em saúde (o que inclui pré-natal deficiente, número elevado de mortes por causa desconhecida e de óbitos infantis por causas evitáveis), em educação (com baixo acesso à educação básica) e mercado de trabalho pouco formalizado.

Santa Maria do Suaçuí, em Minas Gerais, é o município com o maior índice de educação deste grupo de estranhas no ninho. Mesmo assim, ocupa a 2.358ª colocação no ranking nacional, com desenvolvimento moderado na área. A principal lacuna é o acesso à educação infantil. As vagas em creches e pré-escolas atingem apenas 33,9% das crianças de até cinco anos de idade. A saúde também é precária, a 5.452ª colocada de 5.565 municípios avaliados.

“Esses municípios estão em regiões muito fortes economicamente, mas nem por isso conseguiram transformar a pujança econômica em desenvolvimento social”, diz Mercês.

Completam a ponta de baixo da lista os municípios de Juvenília, Água Boa, Salto da Divisa, São Sebastião do Maranhão, Crisólita, Santa Helena de Minas e Bertópolis (todas de Minas Gerais), Baliza (Goiás), Paranhos e Tacuru (Mato Grosso do Sul) além de Campinápolis e Nova Nazaré (Mato Grosso).

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