Presidente do Sisepe repassa documentos sobre irregularidades
Presidente do Sisepe repassa documentos sobre irregularidades

Os representantes de vários Sindicatos e associações de sevidores do Tocantins entregaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa na sexta-feira, 29, na capital Palmas documentos que tratam sobre supostas irregularidades no Igeprev, que é alvo de vários questionamentos e denúncias nos últimos meses e cópia de relatório que aborda descumprimento de determinação do STF sobre convocação e posse de candidatos aprovados em concurso do Quadro geral do Estado.

Os documentos foram entregues ao presidente do STF durante café da manhã no sábado, 30, na Pousada dos Girassóis 2, um dia depois da palestra, no 1º Ciclo de Debates das Entidades dos Servidores Públicos, para um público de cerca de 600 pessoas.

O objetivo de entregar os documentos ao Presidente é para auxiliar o STF nas investigações já que a corte está investigando o deputado federal Eduardo Gomes que tinha relações com o doleiro Fayed, segundo a Polícia Federal apontou na Operação Miqueias.

O ministro recebeu cópias do resultado das duas auditorias realizadas pelo Ministério da Previdência Social (MPS), que indicam supostas irregularidades na gestão de recursos no Igeprev e relatório que apontam elevada quantidade de cargos comissionados e contratados, enquanto o governo “adia” convocação e posse dos aprovados.

Foi entregue um relatório onde consta informações sobre cargos comissionados e o quantitativo de concursados que já assumiu. “ Mostramos para o ministro que o governo do Tocantins não respeita nem o Supremo”, afirmou o presidente do Sisepe se referindo à determinação da corte ainda no ano de 2010 para substituição de contratados por concursados.

Os Sindicatos alegaram que há uma demora por parte do governo em chamar os outros aprovados que aguardam convocação.

Entenda

A Auditoria Específica de Investimentos realizada pelo Ministério da Previdência Social (MPS) entre 9 e 13 de setembro de 2013, que abrangeu o período de julho de 2012 a junho de 2013 apontou um prejuízo na ordem de mais R$ 153 milhões. Esse relatório foi encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO), Assembléia Legislativa, Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) e entidades classistas.

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