Os integrantes da chapa Casa de Produtores, que concorre à eleição da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins – FAET, no próximo dia 20, estão muito preocupados e ao mesmo tempo indignados com as notícias veiculadas na mídia nacional e replicada no estado.

As informações se referem à decisão do Superior Tribunal de Justiça – STJ, que confirma o “calote” de quase R$ 3 milhões da entidade tocantinense. O processo origina-se na primeira gestão da atual presidente Katia Abreu, ainda em 1996, e prolongou-se por 21 anos até esta data. Exceto por três anos, a presidência não foi exercida por ela.

Com a publicação da matéria, veio a público que existe farta documentação, inclusive com exame grafotécnico, perícias e testemunhos de que funcionários estariam envolvidos em falsificações e apropriação de recursos da empresa impetrante. Fica ainda a dúvida sobre a participação da senadora, tendo em vista que deveria ter havido processos administrativos internos e abertura de processo judicial contra os funcionários envolvidos.

“O que pensar disto tudo? 21 anos se passaram e não se tem notícia que foram acionados judicialmente os culpados. Omissão? Conivência? Cumplicidade? No mínimo, consideramos que houve má gestão ou prevaricação!”, diz Nasser Iunes, candidato a presidente da FAET.

Em um momento em que o sistema sindical perde as contribuições obrigatórias e a FAET perde, inclusive, em diálogo com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária – CNA, a atual situação da FAET é uma calamidade. A entidade não tem reservas suficientes para arcar com a decisão e corre o risco de ver seu patrimônio executado. Isto vai refletir na diminuição de repasses aos sindicatos e inviabilização de seu funcionamento.

Providências contra os autores da fraude deveriam ter sido tomadas há anos. “Caso vençamos as eleições, é mais um desafio e temos certeza de que, com tanto tempo administrando a entidade, novas ‘surpresas’ podem aparecer”, completa Iunes.

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