Carlos Henrique (Nhac)
Carlos Henrique (Nhac)

A Polícia Civil iniciou nesta quarta-feira 28, as investigações a respeito da morte de Carlos Henrique Oliveira, 34 anos, conhecido como Nhac, assassinado com dois tiros na Associação Tocantinense de Esportes Intelectuais (Atei), na Quadra 206 Sul, centro de Palmas. No entanto, encontrou apagadas as imagens das 12 câmeras de segurança instaladas no local.

De acordo com a polícia, o local funciona como um cassino clandestino, onde se apostam valores altíssimos. Os frequentadores seriam apenas pessoas de alto poder aquisitivo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) determinou investigação sobre a legalidade do funcionamento de casas suspeitas de abrigar jogos de azar.

“Quando buscamos os aparelhos para verificar o que estava dentro vimos que as imagens foram todas apagadas e nos informaram que apagaram porque a casa é frequentada por muita gente da alta sociedade”, relatou João Sérgio Kenupp, delegado que investiga o caso.

O crime teria sido motivado por uma discussão supostamente por dívidas com jogos de azar. O suspeito do homicídio é Paulo Gomes, conhecido como Figurinha. Segundo o delegado, houve um jogo de poker entre Gomes e a vítima há uns dias, quando o suspeito teria ganhado R$ 120 mil.

A vítima então teria oferecido como pagamento da dívida um carro no valor de R$ 75 mil, mas Gomes não teria aceitado. “A vítima teria então proposto pagar com dez cheques e combinaram de fazer esse pagamento na quinta-feira (hoje), mas ontem os dois se encontraram na casa de jogos, jogaram novamente e a vítima ganhou do autor R$ 60 mil e quis abater a dívida, mas Gomes não teria aceitado e começaram a discutir”, detalhou Kenupp.

Devido à discussão, o presidente da associação, Lécio Cláudio, teria pedido para que os dois se retirassem do estabelecimento, mas, quando os acompanhava para a saída da casa, Gomes teria sacado o revólver e atirado na vítima, que foi atingida com um tiro na cabeça e outro nas costas. Nhac morreu ainda no local. Segundo Kenupp, dentro da carteira da vítima foram encontrados dois cheques, nos valores de R$ 30 mil e R$ 35 mil.

Conforme informou a mulher de Gomes ao delegado, “o marido era envolvido em jogos e sempre foi gambireiro e não teria profissão fixa”. Ele também não possuía porte de armas, mas teria comprado o revólver há seis meses, após ter emprestado dinheiro a uma pessoa e ter apanhado quando foi cobrar. O suspeito não havia aparecido para prestar depoimento ou esclarecimentos até o fechamento desta edição.

Lécio Cláudio Guimarães foi procurado, mas não quis comentar sobre o episódio e nem sobre o funcionamento da casa.

A vítima era namorado de Gêneve Duailibe, filha do ex-prefeito de Palmas Raul Filho e da ex-deputada estadual Solange Duailibe. O corpo está sendo velado na Paróquia Santa Filomena, n a 204 Sul.

Cassino

A delegada responsável pela Delegacia de Costumes, Jogos e Diversões Públicas, Heloísa Helena, foi procurada para comentar sobre o funcionamento de cassinos clandestinos na Capital, mas a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou que ela não poderia dar entrevista.

Em nota, a assessoria informou apenas que a SSP determinou à Delegacia de Costumes, Jogos e Diversões Públicas que se intensifiquem as fiscalizações e investigações sobre a regularidade de funcionamento de casas onde possivelmente estejam ocorrendo práticas de jogos de azar, para adoção de medidas cabíveis.

O Ministério Público Estadual (MPE) informou que irá aguardar o inquérito policial para tomar as providências cabíveis. (Fernanda Menta/Jornal do Tocantins)

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