Ato em favor da advocacia, em Araguaína

O presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi, afirmou nesta quinta-feira, 31, em Araguaína, região norte do Tocantins, que tanto a Seccional quanto a OAB Nacional não cessarão de cobrar rigor nas investigações até que haja uma solução para o crime.

Ohofugi apontou que a entidade está vigilante aos desdobramentos da investigação. Nomearemos a comissão que acompanhará de perto o caso deste brutal assassinato, seja na esfera civil ou na criminal. O fato não passará em branco. A advocacia começa a reagir e nós não vamos parar de cobrar rigor até que tenhamos uma solução. Confiamos na Polícia Civil e demais autoridades competentes, disse.

O presidente da Subseção de Araguaína, José Quezado, assegurou que a Ordem confia na Polícia Civil e até o final do processo os executores do crime possam ser presos, respeitado o devido processo legal, mas com punição à altura. Quezado agradeceu o presidente Claudio Lamachia e toda a diretoria da OAB Nacional pela presença no município.

Participaram do ato em Araguaína o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia; o vice, Luís Cláudio Chaves, o diretor-tesoureiro, Antônio Oneildo Ferreira; o presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Jarbas Vasconcelos; o procurador nacional de Defesa das Prerrogativas, Charles Dias; cinco presidentes de Seccionais da Ordem na Região Norte do país: Marcus Vinicius Jardim Rodrigues (AC), Marco Aurélio Choy (AM), Paulo Campelo (AP), Rodolpho Morais (RR) e Alberto Campos (PA); além dos demais diretores da OAB-TO: a vice-presidente, Lucélia Maria Sabino Rodrigues; o secretário-geral, Célio Henrique Magalhães Rocha; a secretária-geral adjunta, Graziela Tavares de Souza Reis; e o diretor-tesoureiro, Luiz Renato de Campos Provenzano.

Momento de luta

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, lamentou profundamente a morte do advogado Danillo Sandes Pereira, 30 anos. Ele foi assassinado no final do mês de julho num crime motivado por uma negativa em fraudar a distribuição de bens de um inventário. Lamachia participou de Ato em Defesa da Advocacia, realizado em Araguaína, no norte do Tocantins. O presidente da Ordem prestou solidariedade à família da vítima e num gesto simbólico transferiu a sede do Conselho Federal para Araguaína em homenagem a Danillo.

Em nome de mais de um milhão de advogados brasileiros, queremos aqui hoje prestar solidariedade à família de nosso colega que foi brutalmente assassinado. Não toleraremos jamais esse tipo de situação. Esse colega foi assassinado por força de seu exercício profissional. Quando ocorre uma agressão como esta não é algo feito somente contra os advogados, mas contra o Estado Democrático de Direito porque os advogados representam o cidadão em juízo. Somos a voz constitucional de todo cidadão brasileiro, disse Lamachia. É um momento de luto, mas também de luta da advocacia para que possamos acabar com esse tipo de situação, acrescentou ele.

Ato em favor da advocacia, em Araguaína

Em virtude da mobilização, o Colégio de Presidentes da Região Norte, que seria realizado em Palmas nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, foi transferido para a cidade. Participaram do ato também o vice-presidente nacional da OAB, Luís Cláudio Chaves, o diretor-tesoureiro, Antônio Oneildo Ferreira, presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Jarbas Vasconcelos, o procurador nacional de defesa das prerrogativas, Charles Dias, o presidente da seccional do Tocantins, Walter Ohofugi e outros cinco presidentes de Seccionais da Ordem na Região Norte do país: Marcus Vinicius Jardim Rodrigues (AC), Marco Aurélio Choy (AM), Paulo Campelo (AP), Rodolpho Morais (RR) e Alberto Campos (PA).

É um momento de muita tristeza. Esta violência tem de acabar. Um jovem advogado, talentoso e que já no início de sua carreira dava lições de ética, algo que precisamos muito no Brasil. Quando chegamos a uma barbárie como esta, em que um advogado é assassinado desta maneira, algo está muito errado no Brasil. As advogadas e advogados brasileiros estão de luto hoje por causa deste crime bárbaro, declarou o presidente nacional da Ordem durante discurso proferido durante o ato de desagravo.

Lamachia anunciou ainda a contratação de advogados para auxiliar a comissão que a OAB-TO formará para acompanhar o caso. Compareceram ao ato também o presidente da Subseção de Araguaína, José Quezado, a vice-presidente da seccional, Lucélia Maria Sabino Rodrigues, o secretário-geral, Célio Henrique Magalhães Rocha, a secretária-geral adjunta, Graziela Tavares de Souza Reis, e o diretor-tesoureiro, Luiz Renato de Campos Provenzano.

Presidentes do Norte

Além do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, o vice-presidente Luís Cláudio Chaves e o diretor-tesoureiro Antonio Oneildo Ferreira também estão em Araguaína, onde uma grande marcha foi realizada em solidariedade e protesto ao assassinato do advogado Danillo Sandes.
Luís Cláudio lembrou que a luta pela valorização da advocacia é diária. Hoje estamos aqui para mostrar que os profissionais da advocacia são solidários entre si, porque sabem exatamente tudo o que envolve essa profissão, disse.

Já Oneildo destacou que a OAB Nacional não poderia deixar de se fazer presente. Foi mais que um convite do presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi, foi uma convocação. Viemos prestar solidariedade e apoio à família e marcar a defesa das prerrogativas da advocacia. Da mesma forma, queremos estabelecer um diálogo com as autoridades no sentido de que a apuração, o esclarecimento e a punição do caso tenham rigor e transparência, apontou.
Entre os presidentes das Seccionais da Região Norte, Marco Aurélio Choy, da OAB-AM, lembrou que o Colégio de Presidentes da Região foi transferido para Araguaína em homenagem ao colega assassinado. É uma forma de mostrar que a advocacia não tolera afronta às prerrogativas”, disse. Alberto Campos, presidente da OAB-PA, conclamou esforços para que a advocacia não siga sangrando.

Conduta ética

O presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Jarbas Vasconcelos, e o procurador nacional de Defesa das Prerrogativas, Charles Dias, reunidos em Araguaína para a marcha em solidariedade ao advogado assassinado Danillo Sandes, destacaram a postura ética do profissional.
Jarbas Vasconcelos lembrou que Danillo deu a vida pela causa ética da advocacia. Não há prerrogativa maior do que a própria vida. É um assassinato emblemático. Temos de respeitar o contraditório, a ampla defesa, mas que se faça justiça ao final de tudo isso. Desejamos uma condenação que possa servir de exemplo, que mostre que estes crimes bárbaros têm que ter fim. Na minha gestão enquanto presidente da OAB Pará, ao todo 11 colegas foram assassinados. É impossível não reviver cada um destes tristes momentos aqui, recordou-se.

Ele garantiu à família do advogado morto que o Sistema de Prerrogativas está à inteira disposição para apoio, esclarecimentos, dúvidas quanto ao processo e também enquanto colegas que, com Danillo, dividiam uma profissão.
Charles Dias também destacou que o colega foi morto por não aceitar se corromper. Um momento emocionante onde os advogados de Araguaína e as diretorias da Seccional Tocantins, da Subseção local, do Conselho Federal e todo o Sistema de Prerrogativas estão presentes em uma grande marcha pela cidade. Ele foi morto exatamente por ser um advogado combativo, ético e sério. Por isso foi um mártir deste processo. Hoje Araguaína é a capital da advocacia, disse.

 

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