Veículo que a mulher foi encontrada morta

Está recolhido no Instituto Médico Legal (IML) de Marabá-Pará, o corpo de Hayane de Azevedo Sousa, de 24 anos, encontrado dentro de um veículo Volkswagen Gol, na Vila Santana, a aproximadamente 66 quilômetros de Marabá. A mulher foi morta a tiros e há informações – ainda não confirmadas – que uma criança também estava no veículo, dormindo próximo ao cadáver.

O automóvel possui placas de Marabá e Hayane foi identificada pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que portava. Até o momento nenhum familiar compareceu ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, onde está o corpo. A necropsia será realizada nesta tarde.

De acordo com o delegado Bruno Fernandes, titular da Delegacia de Polícia Civil de São Domingos do Araguaia, onde está localizada parte da vila, ainda não se sabe se o trecho onde o carro estava parado pertence ao município em que ele atua ou à Brejo Grande do Araguaia, para determinar quem irá investigar o caso.

Acrescentou que uma equipe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil de Marabá foi ao local realizar os primeiros levantamentos. A titular do departamento, delegada Raíssa Beleboni, confirmou a ida da equipe e acrescentou que irá prestar os esclarecimentos iniciais no final desta tarde.

O aumento dos assassinatos de mulheres vem chamando atenção da população recentemente. Na última semana Eliane de Sousa Jorge, de 37 anos, foi assassinada e o cadáver foi ocultado pelo ex-companheiro dela, Márcio Basílio Furtado, que está preso pelo crime. Na madrugada do dia 12, Ruth Albuquerque, de 25 anos, e Maria de Nazaré Pinto, de 52 anos, foram encontradas mortas na casa de uma delas, na Folha 28, Nova Marabá.

Um dia antes, no dia 11, Francisca Cunha Morgado, de 53 anos, foi assassinada a pauladas no Núcleo Morada Nova, no quintal de casa. Há menos de um mês, no final de agosto, dia 28. Foi encontrado o corpo da adolescente Dara Vitória Alves da Silva, de 16 anos. A Polícia Civil elucidou o caso e o vigilante Albert Pereira Mousinho está preso em decorrência do crime.

A titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), delegada Ana Paula Fernandes, destacou em entrevista ao portal Correio de Carajás que nem todos os casos envolvendo mortes de mulheres tratam-se de feminicídio, uma qualificadora do crime de homicídio, existente quando o crime está ligado ao gênero da vítima, na condição de mulher. No caso registrado hoje, por exemplo, ainda não se sabe qual a motivação, portanto o tipo do crime. (Luciana Marschall)

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