Três meses após a chegada de 44 novos delegados na Polícia Civil do Tocantins, os resultados positivos já são notados na segurança pública do estado, especialmente com a realização de grandes investigações criminais.

Uma prova disso foi a prisão do suspeito de matar o advogado Danilo Sandes, em Araguaína, norte do Estado. A vítima desapareceu no dia 25 de julho e o corpo foi encontrado quatro dias depois, às margens da TO-222. De acordo com delegado regional Bruno Boaventura, o suspeito é farmacêutico e foi localizado em Marabá (PA).

As investigações foram realizadas pela recém-criada Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP, sob comando dos delegados Rerisson Macedo e Guilherme Torres, com o suporte do delegado-regional Bruno Boaventura. Os dois últimos fazem parte da nova turma empossada pelo Governo Estadual, decorrente do concurso realizado em 2014.

Boaventura ressaltou que a regional de Araguaína recebeu 13 novos delegados de polícia do último concurso, o que, segundo ele, fortaleceu a Polícia Civil na região.

“Com o aumento da força de trabalho e a dedicação de todos os policiais, estamos melhorando os serviços prestados à população tocantinense, como se viu na rápida identificação e prisão de autores de crimes violentos com grande repercussão”, comentou o delegado, concluindo que todo investimento em pessoal e estrutura da Polícia Civil tem retorno imediato para a segurança pública.

Em várias cidades do estado, as novas equipes da Polícia Civil têm contribuído para a captura de acusados de crimes graves como assassinatos, tráfico, latrocínio e assalto a banco, reforçando o papel investigativo da instituição como forma de coibir a criminalidade.

A rápida resolução de outro crime bárbaro no sudeste do Tocantins também deixou clara a importância de haver policiais civis em número suficiente para atender à população.

O fato ocorreu em Taguatinga (TO), onde o corpo do fazendeiro Antônio Lázaro Assalin, de 74 anos, foi encontrado numa grota, a cerca de um quilômetro de sua casa. Em apenas duas semanas, a equipe chefiada pelo delegado Márcio Teixeira Duarte, em parceria com policiais da Divisão de Repressão a Sequestros de Brasília (DF), prendeu os dois suspeitos do crime, os quais segundo as investigações assassinaram o idoso para roubar a quantia de R$ 20 mil que ele havia recebido com a venda de gado.

Déficit

Os delegados são legalmente responsáveis por liderar os trabalhos na Polícia Civil, sendo determinantes para o sucesso das investigações. Atualmente, faltam 90 delegados nas cidades do Tocantins, que contam com apenas 154 profissionais em exercício (muito abaixo dos 244 cargos previstos em lei).

O último concurso público realizado para suprir a carência de delegados na Polícia Civil do Tocantins foi iniciado em 2014 e ficou paralisado por quase dois anos, sendo retomado em setembro de 2016. Desde a sua conclusão, o governo nomeou 84 dos 131 candidatos aprovados, o que não foi suficiente para amenizar a grande defasagem no quadro de pessoal da PC-TO.

“É fundamental que o governo nomeie todos os aprovados, reduzindo a grande carência de delegados que existe no estado. Só com o reforço do número de delegados, a Polícia Civil do Tocantins poderá continuar atuando de modo eficiente contra o crime e proporcionar um estado mais seguro para a população, que tanto necessita de segurança e tranquilidade nas ruas e em suas casas.”, declarou Adriano Carvalho, aprovado para o cargo de delegado.

Mesmo com várias unidades policiais sem delegado no estado, ainda restam 47 candidatos treinados que continuam aguardando a contratação pelo governo estadual para que possam atender à população.

 

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