Claudia Lelis e Marcelo Miranda
Claudia Lelis e Marcelo Miranda

A Vice-governadora arrancou risos do prefeito Amastha ao falar de saúde humanizada, mesmo com o HGP quase em estado de calamidade pública. Além dos episódios de tumulto e violência, o debate realizado na noite dessa quarta-feira, 21, na Faculdade Católica, em Palmas, foi marcado por manifestações críticas do público que acompanhou o evento.

Um dos momentos que mais se ouviram vaias por parte da plateia formada por convidados foi quando a vice-governadora Cláudia Lelis apresentava propostas para a área da saúde. “E o HGP ?”, interrompeu uma das pessoas logo nas primeiras fileiras do espaço reservado a estudantes, professores e convidados da Diocese de Palmas.

Cláudia Lelis é sempre questionada sobre a situação caótica e o drama de pacientes e acompanhantes do Hospital Geral de Palmas (HGP), que recentemente deixou de servir comida e sempre é alvo de denúncias por atraso na realização de consultas, além de falta de medicamentos, materiais e insumos.

Outros dois momentos do debate resultaram em sonora vaia a Cláudia Lelis. Primeiro, quando criticou a gestão do prefeito e candidato à reeleição Carlos Amastha (PSB) no aspecto social e emendou: “[Assistência] Social é [cuidar] da saúde”. Em outra oportunidade, a plateia não se conteve quando ela prometeu que ia, caso eleita, construir um hospital de emergência em Palmas. “Não cuida nem do HGP e fala em hospital”, gritou uma pessoa da plateia. Além de vaias, algumas pessoas que assistiam ao debate na faculdade falavam, por exemplo “cuida do HGP”!

O próprio Amastha não se conteve e, ao fazer suas considerações finais, demonstrou perplexidade pelo fato de a candidata ter tocado no tema saúde. “Como uma vice-governadora vem aqui e falar de humanidade. Humanidade não é deixar gente morrer no hospital. Espero que a vice-governadora perca a eleição e vá cuidar do Estado”, disse Amastha, arrancando aplausos do público.

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