O ator global Guido Campos Correia, da Cia de Teatro Infinito, esteve em Araguaína este final de semana com a apresentação do espetáculo teatral “Boi”. O 2º solo da trilogia ‘Sertão’ foi apresentado neste domingo, às 20h, e na tarde desta segunda, às 17h. O monólogo, vencedor do Prêmio Funart de Teatro Myriam Muniz, já passou por Palmas e Araguaína e segue agora para Campo grande (MS), Belém (PA), Manaus (AM) e futuramente para a Europa.

Guido falou que o teatro é sua casa, um espaço que tem liberdade, onde sente-se seguro. Depois, explicou os motivos que o levaram a escolher Araguaína e Palmas. “Eu nasci no antigo povoado de Vila Nova, próximo a Palmas, morei em Cristalândia até os 7 anos de idade e sempre nas minhas férias passava na casa de um tio, aqui em Araguaína, na Rua 15 de Novembro. Aqui foi a cidade onde eu praticamente fui criado, hoje, 45 anos depois, retorno como ator e trazendo o espetáculo que é a minha opção de vida. Estou emocionado e feliz, pois onde eu brincava de boiada e está tornando-se um polo de efervescência cultural. Isso já é suficiente para estar aqui”, destacou.

Atualmente morando em São Paulo (SP), Guido destaca que a Central Globo de Produções é uma referência para o mundo, mas teve que estudar Artes Cênicas na Universidade Federal de Goiás (UFG) para aprender mais. O tema ‘Sertão’ sempre tem acompanhado Guido, seja nas novelas, no cinema ou no teatro. “Eu penso que sou o próprio sertão. Eu carrego o sertão comigo, mesmo morando em um grande centro. É importante e necessário revisitar a minha história, pois eu tenho um sertão interno, que são minhas raízes. Eu vivo este momento com muito prazer”, disse ele, garantindo que ainda tem parentes em Araguaína.

Boi

O ‘Boi’ foi escrito especialmente para o ator Guido Campos pelo dramaturgo Miguel Jorge e tem a direção de Hugo Rodas. No palco é apresentada a história de Zé Argemiro, um menino da roça apaixonado pelos bois da fazenda, em especial Dourado. Até a adolescência, a convivência com os bois da fazenda faz com que Zé Argemiro esqueça de casar-se, porém, atendendo aos pedidos de sua mãe, casa-se com Das Dores. Enciumada e sem querer compactuar com a vida que o marido levava, Das Dores mata Dourado. Dado seu sofrimento, Zé Argemiro transforma-se no Boi Dourado, seu melhor amigo desde a infância.

Guido

Ator principal do monólogo, Guido Campos Correa atua há mais de 20 anos, participou das novelas “O Rei do Gado”, de Bendito Ruy Barbosa, e “Que Rei Sou Eu?”, de Cassiano Gabus Mendes, e dos filmes “Lula o Filho do Brasil” de Fábio Barreto, “Carandiru”, de Hector Babenco, “O Tronco”, de João Batista de Andrade, “Outras Histórias”, de Pedro Bial, e “Terra de Deus”, de Iberê Cavalcanti.

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