A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) realizou, na manhã desta terça-feira, 18, o seminário de capacitação para coordenadores municipais do Programa Bolsa Família (PBF) na Educação. A formação contou com a presença de 45 gestores vindos de diversos municípios do Estado. O seminário tem a proposta de discutir soluções para diminuição do número de alunos não localizados no Tocantins, apontando em cada uma das 13 Regionais de Educação os desafios encontrados.

A coordenadora do PBF na Seduc, Diva Nunes Resende, destacou as ações que podem ser feitas para reduzir o número de alunos não localizados pelo programa no Estado. De acordo com ela, todas as ações a serem realizadas devem ir de acordo com as diretrizes preconizadas pelo Ministério da Educação (MEC).

“Em uma busca ativa, os coordenadores devem localizar esses meninos e meninas que participam do programa Bolsa Família, utilizando os sistemas operacionais que existem, além de sensibilizar as famílias para que façam a atualização do cadastro. Outro ponto importante é o trabalho intersetorial nas áreas da assistência, saúde e educação”, explicou Diva.

Conforme a coordenadora do PBF da Seduc, diversos fatores podem contribuir para que hajam grandes índices de alunos não encontrados para a confirmação do cadastro no Bolsa Família na Educação. “Em cada uma das regiões do Tocantins foi identificado que, em muitos casos, houve mudança de endereço das famílias e a não atualização dos dados no cadastro do beneficiário. A conscientização das famílias no inicio do processo de cadastramento é uma ferramenta fundamental para baixar esse índice”, completou Diva Resende.

Municípios

Uma das cidades que apresentaram um elevado índice de alunos não encontrados foi Tupiratins. Lá, de acordo com dados da coordenação municipal do Bolsa Família na Educação, cerca de 12% de estudantes não foram localizados para a atualização cadastral do programa. “Eles tendem a ter medo de informar e correr o risco de bloquear o benefício. É exatamente o contrario, a não informação acarreta o bloqueio”, descreveu a coordenadora de frequência escolar do município, Antônia Inara.

Em uma situação diferente, o município de Lizarda registrou um baixo número de alunos não localizados. De acordo com a coordenadora do PBF no município, Antônia Barbosa de Oliveira, isso acontece devido ao acompanhamento sistematizado nas escolas. “O motivo do sucesso é que estamos todos os meses visitando às escolas e às famílias apontadas pelos diretores das escolas, conscientizando sobre a importância da condicionalidade do programa”, celebrou .

 

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