Ex-deputado federal, ex-senador e ex-prefeito de Palmas, Eduardo é candidato a deputado estadual e garante que é um novo começo.

NT – Por que o Senhor resolveu candidatar-se a deputado estadual? Não seria um retrocesso na sua trajetória política?

Não é um retrocesso, é um novo começo. Há quatro anos eu acreditava que o retorno de meu pai ao governo seria a grande chance para mostrarmos novamente nosso trabalho e retomarmos aqueles bons tempos do Tocantins. Acho que conseguimos, em parte… No entanto, um acidente acabou tirando minhas energias e minha alegria por algum tempo. A morte do meu filho Gabriel, o câncer da minha esposa, Polyanna, infelizmente me deixaram muito abalado. Mas Deus ouviu todas as nossas preces: Polyanna está curada e, contra todos os prognósticos, está grávida! Para mim, isso é sim um sinal divino e uma nova chance para mim como pai e como homem público. Por isso, decidi, humildemente, deixar qualquer vaidade de lado e simplesmente recomeçar… Eu me sinto diferente, renovado e com vontade de ficar mais perto da nossa gente, como sempre fiz. Mesmo meus maiores opositores nunca duvidaram da minha capacidade. Infelizmente passei por momentos muito, muito difíceis. Agora é hora de começar de novo.

NT – O povo hoje vê muitas coisas que o Governo tem feito nas cidades, muitas obras, mas, principalmente no começo, em 2010, as pessoas esperavam que o Tocantins voltasse a ser o Estado promissor de antigamente. Como o senhor vê isso?

Como lhe disse, justamente no começo deste Governo passei, sem sombra de dúvida, pelos momentos mais difíceis da minha vida. Além da tristeza que se instalou em mim e também em meu pai, tínhamos que recuperar um Tocantins devastado, afundado em dívidas, em descrédito nos bancos e no Governo Federal. Isso ninguém fala ,porque ninguém vê o quanto trabalhamos, que horas saímos das secretarias suando pra botar as contas em ordem. Depois que recuperamos a credibilidade do Estado, foi a vez de outra batalha: conseguir recursos. E tudo começou em um discurso que fiz para a então ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que abriu as portas para o Tocantins. Aí veio nossa fase municipalista e o dinheiro para fazer o Programa de Apoio aos Municípios (PAM), o Pró-Município, que recuperaram estradas e vias urbanas das nossas cidades, entregamos patrolas mecanizadas e ambulâncias a todos os 139 municípios, independente da cor partidária. Hoje o governador Sandoval está com tudo isso de vento em popa, mostrando pra todos que, com dedicação e competência, é possível ir além.

NT – Como o Sr. avalia o Governo de Sandoval Cardoso? Qual sua relação com ele?

É preciso deixar muito claro que quando meu pai renunciou o Governo, eu teria as condições para me candidatar ao Governo, aliás, como muitos companheiros queriam. Mas decidimos abrir espaço para a renovação. Sandoval é um sujeito simples, honesto e extremamente trabalhador. Com ele não tem tempo ruim. Temos todos muita esperança de que ele conseguirá avançar muito. E pelo que percebemos já nesses primeiros meses de gestão, a população tocantinense deve ficar tranquila porque o Governo está em ótimas mãos. Tenho ele na mais alta estima, um grande amigo que fiz.

NT – O que o Senhor pretende fazer como deputado estadual?

Eu fui deputado federal, por duas vezes, e senador da República. Hoje se fala muito na atuação dos senadores tocantinenses. Por ser trabalhador, por ser atuante, eu fui conduzido à vice-presidência do Congresso Nacional… Eu consegui muito pelo Tocantins, recursos para asfalto, travessias urbanas, ginásios, casas populares. Ninguém chega a ser vice-presidente do Congresso sendo um mal senador. Na Assembleia Legislativa, pretendo fazer a mesma coisa: trabalhar muito pelas pessoas e pelos municípios. Gabinete de deputado tem que ter portas abertas o tempo todo para prefeitos, vereadores, líderes. Tenho também propostas muito interessantes para diversas áreas, em especial para a saúde e para a educação. Propostas plausíveis, executáveis e que contam com o apoio do governador Sandoval. Como deputado estadual, com a minha experiência e com toda essa vontade que estou, tenham certeza de que farei muito, mas muito pelo Tocantins.

NT – O Senhor fez muita coisa como prefeito de Palmas?

Muita gente chegou depois e não sabe quantas casas populares foram construídas na minha gestão… Imagina… só na região das Arnos, regularizamos a situação e entregamos mais de 800 unidades. Naquela época, 800 casas era muito, demais! O asfalto, a iluminação, a drenagem das principais avenidas e fizemos tudo sem máquinas, dando emprego e renda pras pessoas, que ficaram depois conhecidas como “orelhas secas”. Vinha gente de todo lado, porque chovia emprego em Palmas. Fizemos o Espaço Cultural, o Parque Cesamar, a Feira Coberta, o Ginásio Ayrton Senna, o Ginásio de Taquaruçu, quase todas as praças das quadras, escolas, casas populares. Palmas era agitada, fervilhava. Quem estava aqui se lembra da antiga Praia da Graciosa, quantos shows… Isso estou falando em um momento muito mais difícil para o Tocantins, quando era muito complicado atrair investimentos de fora. Esses bons tempos hão de voltar, pra mim e pra todos os tocantinenses.

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