Hospital Geral de Palmas
Hospital Geral de Palmas

A falta de medicamentos e insumos, comprovada cada vez que autoridades judiciais visitam a unidade, já virou rotina no Hospital Geral de Palmas (HGP), mas outro problema tem assombrado os pacientes: a falta de exames de urgência. Um deles é a arteriografia, que só é agendado para as quartas-feiras. Um menino de 13 anos faleceu numa terça-feira, no HGP, um dia antes de realizar o referido exame.

Ele teria sido internado no hospital na quinta, um dia após o agendamento. Não é possível afirmar que a falta do diagnóstico ocasionou o falecimento, mas para o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, coordenador do Núcleo de Defesa da Saúde (Nusa) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), muitas mortes poderiam ser evitadas caso a arteriografia fosse feita regularmente.

Marques esteve no HGP no último dia 6 de junho, junto com a promotora de Justiça da Saúde Pública do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE) Maria Roseli de Almeida Pery. Segundo o relatório da visita, várias irregularidades foram constatadas na unidade. O documento foi anexado à Ação Civil Pública (ACP) que tramita na Justiça Federal desde dezembro de 2015.

Uma lista feita à mão e assinada por enfermeiros da unidade foi repassada a DPE e ao MPE. A listagem apresenta quais medicamentos e insumos eram necessários para os pacientes e onde estavam internados no dia da visita. Nela também constam os remédios comprados pelos familiares na esperança de ajudar o paciente. Ainda na relação há a seguinte observação: “Para alguns pacientes teve o omeoprazol de 10 mg, porém não foi suficiente para”, informa o relatório.

Hormônio

Duzentos e setenta e quatro pacientes portadores de hipopituarismo, ou seja, com deficiência hormonal do crescimento, cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS), estão sem receber o medicamento com principio ativo Somatropina desde fevereiro. Apenas alguns deles conseguiram o remédio para o mês de maio.

Na ação conjunta, o MPE e a DPE determinaram que o Estado mantenha um estoque mínimo do medicamento por um período de dois meses para evitar o desabastecimento. Cinquenta novos usuários aguardam a liberação. (Jornal do Tocantins)

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