Ao mesmo tempo em que trabalha para tentar confirmar a sua candidatura a prefeito de Palmas pelo PRB (partido ligado à Igreja Universal), Fabiano do Vale, conhecido como Fabiano Parafusos, responde cerca de 100 ações na Justiça Estadual, através da sua construtora M & V Construções e Incorporações. Juntas, 70 destas ações cobram devolução de dinheiro e indenizações que ultrapassam o montante de R$ 4 milhões.

Criada em abril de 2007, a M & V Construções é o braço que trabalha na construção civil e na incorporação imobiliária das empresas de Fabiano do Vale, que também tem lojas nos setores de material hidráulico, de material de construção, de pisos, entre outras.

A grande parte das demandas judiciais são movidas por descumprimento contratual por parte da empresa do pré-candidato, acusada de não entregar os apartamentos nas datas previstas, entregar com falhas nas instalações, não fazer os repasses aos bancos financiadores depois de receber o dinheiro dos clientes e de proceder a inscrição de clientes que não receberam os imóveis no tempo acordado em órgãos de proteção ao crédito e cartório de protesto por suposta inadimplência. Alguns atrasos na entrega das obras superam os 12 meses.

Entre as ações, está a de Rodrigo Samarony Ramalho Gomes, que move uma causa de R$ 355,6 mil contra a empreiteira do político do PRB. Outra ação de destaque é movida por Paulo Cezar Pereira Oliveira, em uma causa de R$ 292 mil.

Embora a maior parte das ações peçam devolução dos valores pagos pelos imóveis não entregues, entregues com falhas ou pela apropriação indevida de dinheiro do comprador, os procedimentos judiciais contra a M & V de Fabiano do Vale não se resumem a isso. A empresa também é acusada de não pagar taxas devidas ao Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria), ficar em débito com fornecedores de ar condicionado, não pagar alugueis e até deixar de pagar taxas de condomínio dos próprios apartamentos.

Ao todo, a Justiça de Primeira Instância no Tocantins registra 137 processos no qual a M & Vdo pré-candidato do PRB figura no polo passivo (acusada de alguma irregularidade ou crime). Porém, em vários casos, depois de longas tramitações judiciais, a construtora procurou os clientes para fazer acordos e os processos foram extintos.(jdsadvogadosassociados)

 

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