Uma plantação de mandioca cultivada pelo aluno do mestrado Gilberto Coutinho foi colhida por vândalos no campus da Universidade Federal do Tocantins em Gurupi, no sul do estado. O pesquisador recebeu uma ligação de um amigo alertando que parte das raízes haviam sido arrancadas na quarta-feira, 30, quando chegou ao local encontrou o trabalho de um ano destruído.

Cada dia que passa é mais difícil fazer pesquisa. Não é só o tempo e o dinheiro investido que se perdem. A informação foi perdida, ela poderia ajudar produtores da região e do país a melhorar as produções, mas se perdeu, lamentou o jovem.

O campo de mandioca foi semeado em julho de 2017 e a colheita estava programada para julho deste ano. O objetivo da pesquisa era identificar a melhor época para fazer a adubação da plantação com nitrogênio.

Segundo Gilberto, ainda é possível concluir a dissertação do mestrado sem o experimento, mas a pesquisa fica prejudicada. Nas redes sociais ele também desabafou e fez um alerta.

As variedades de mandioca arrancadas são inapropriadas para o consumo humano, com risco de intoxicação, disse ele. Este tipo de mandioca é para produção industrial de farinha, fécula e outros produtos e não pode ser consumida in natura porque tem alta concentração de ácido cianídrico.

O pesquisador informou que em função do trabalho ainda não registrou boletim de ocorrência, mas que vai até a delegacia neste sábado, 2, pedir que o caso seja investigado.

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