Vicentinho e Divino Bethânia

De posse de amplo relatório com as últimas ações e proposituras de órgãos de controle do Estado, o candidato a vice-governador Divino Bethânia, da coligação A Vez dos Tocantinenses, revelou a preocupação com as práticas pela gestão interina do Palácio Araguaia atualmente.  “A cada dia temos notícia de uma ação da Defensoria Pública ou do Ministério Público Estadual contra o governo do Estado, ou seja, contra quem está ocupando interinamente o Palácio e seus assessores. Nos causa muita preocupação isso. Temo pelo caos”, declarou Bethânia, vice na chapa de Vicentinho Alves, candidato do PR ao pleito do dia 24 deste mês. “Há descumprimento de ordem, há excesso de contratações em meio a um período eleitoral, há obras paralisadas em hospital, sem contar as ações que infelizmente já são corriqueiras, como essas que a Justiça obriga o Estado a dar remédio ou fornecer atendimento, o que são direitos do cidadão”, complementou.

Divino Bethânia desafiou o governo do Estado a apresentar a situação real das contas e um relatório de nomeações e exonerações desde que Carlesse assumiu como interino. “Com órgãos de controle de olho nas coisas erradas, estabilidade prometida por Carlesse não passa de slogan de campanha. Não quero nem imaginar a situação financeira do Estado agora e depois dessa eleição suplementar”, complementou.

Abuso de poder

Para Divino Bethânia, o governador interino Mauro Carlesse “abusa da condição de interino” e utiliza toda a estrutura da máquina pública para ficar no poder. “Isso tem que parar. Não é possível que isso continue. O Palácio é usado hoje como balcão de negócios. Não há o pudor nem ao menos de realizar as reuniões políticas em outros locais. Eles fazem as reuniões nas dependências do Palácio Araguaia, sede do governo que deveria ser preservada e utilizada para políticas públicas voltadas ao Estado, ao atendimento ao tocantinense em todos os níveis”, afirmou.

O caos

Entre outros pontos do relatório, constam ações da Defensoria Pública Estadual que cobra leitos para pacientes no Hospital Geral de Palmas (HGP), a paralisação das obras na unidade, além de várias ações do próprio órgão que solicita fornecimento de medicamentos a tocantinenses. Outra preocupação é com relação aos pagamentos do Estado e as nomeações em cargos em comissão feitas pelo governo atual. “Se houvesse preocupação mesmo com a tal estabilidade o governo abriria essa caixa preta do Palácio Araguaia. Apresentem os pagamentos que foram feitos, vamos discutir se realmente eles são essenciais, são prioritários ou não. E as nomeações? Ao assumir, o governo interino anunciou com alarde a demissão de mais de 3 mil pessoas e pelas informações que chegam quase foram recontratados o mesmo número, porém de apadrinhados”, finalizou.

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