Kátia Abreu

A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) afirmou nesta quarta-feira (28) que o Palácio do Planalto não tem legitimidade para implantar reformas como a Trabalhista e da Previdência. Para a parlamentar, o governo “está caindo de podre” diante das graves denúncias de corrupção que envolvem o alto escalão da Presidência.

A parlamentar voltou a dizer que é favorável à modernização das leis de trabalho, desde que preservadas a integridade e a dignidade do trabalhador. Kátia Abreu é contrária a diversos dispositivos do texto da reforma, como a autorização para gestantes e lactantes trabalharem em local insalubre.

“Isso é um absurdo. Eu sou a favor das reformas, eu sou uma liberal, eu sou uma pessoa que procura se modernizar. Acho que tudo isso é passível de discussão. Mas, nesse momento, usar o mercado, usar o poder que tem hoje, para fazer essas reformas inadmissíveis, que não foram discutidas à altura, num governo que está caindo de podre, é uma vergonha para todos nós”, afirmou a senadora durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça.

Kátia Abreu afirmou que há uma “quadrilha organizada” dentro do alto escalão do governo federal e pediu aos demais congressistas que tenham “um pouco de insônia” para refletir sobre a atual situação do país.

“Pela primeira vez no país o presidente que está sendo julgado, condenado, inspecionado de todas as formas e nós vamos votar uma reforma dessa gravidade? É para mostrar que nada está acontecendo? É para segurar ele por quantos dias? Nós precisamos de um pouco de insônia, para que tenhamos vergonha do que nós estamos fazendo. Nós estamos nos distanciando cada vez mais do povo brasileiro”, disse.

A senadora ainda criticou o suposto acordo firmado entre o Palácio do Planalto e alguns senadores governistas para vetar trechos da Reforma Trabalhista considerados polêmicos. O governo defende a aprovação do texto sem alterações e diz se comprometer a enviar medidas provisórias para corrigir distorções.

“Eu não sei quem esse acordo quer enganar. É de quem para quem? De quem com quem? Esse acordo é apenas para comover algumas pessoas, dar satisfação, tentar mostrar para seus eleitores. Mas eu quero dizer para o Brasil que esse acordo aqui é de ninguém com ninguém”, afirmou.

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