Com a aproximação da temporada de praias no Tocantins, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), esclarece que exames realizados na matéria orgânica e nos fragmentos ósseos encontrados no interior do jacaré-açu, suspeito de atacar e matar um banhista na região urbana de Araguacema, não procede. O descarte da suspeita ocorreu após o Instituto de Medicina Legal do Tocantins (IML) ter divulgado a realização de exames anatomopatológico e antropológico definitivos.

Segundo o perito médico legista, Jorge Pereira Guardiola, diretor do IML, após a realização dos dois exames não há necessidade do exame de DNA por não se tratar de material humano.  “No exame microscópico, inclusive a medula óssea foi examinada. Para chegar ao resultado final, o material ósseo foi submetido à descalcificação em meio ácido e laminados, corados com Hematoxilina (HE)/Eosina e analisados sobre microscopia óptica”, explicou o perito, ressaltando que, mesmo durante o exame macroscópico, feito no mês de abril pelo Instituto, a coloração e a textura da pele, comparada com material humano, já indicava a desnecessidade do exame de DNA.

Diante do laudo do IML, o Naturatins tranquiliza os turistas que irão frequentar as praias do Rio Araguaia que se formam no município de Araguacema e reforça a atenção e cuidados que os visitantes devem ter por ocasião da temporada de férias, quando o local é bem frequentado. De acordo com a médica veterinária e supervisora de fauna do Naturatins, Grasiela Pacheco, em caso de suspeitas de ataques por animais silvestres, à comunidade deve solicitar o auxílio do Instituto e aguardar resultados da averiguação técnica, informou.

A supervisora alerta que reincidência de casos de mortes por retaliação está sendo observada e registrada. “A fauna silvestre mantém um papel importante no equilíbrio da cadeia alimentar e promove o controle populacional entre as espécies, evitando que a superpopulação de um único tipo se torne praga e promova um descontrole no ecossistema, como os casos de piranha”, disse a supervisora.

Já o engenheiro ambiental e diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto, Maurício Araújo, destacou que matar animais silvestres é crime. E ressaltou que apesar do animal geralmente se afastar com a movimentação em águas rasas, as pessoas não deve se descuidar. “A maioria das pessoas já sabem, que é importante não incentivar a aproximação do animal, evitando jogar restos de comida nas proximidades de locais de banhos. Também é importante evitar mergulhos em águas profundas e especialmente em locais com pouca movimentação, em períodos próximos ao anoitecer”, orientou o diretor.

Jacaré-açu

A suspeita de ataque a Rogério Marques de Oliveira, de 41 anos, aconteceu no último mês de abril. O material examinado pelo IML foi encontrado na barriga de um jacaré-açu, por parentes do homem desaparecido dias antes, na região de Araguacema. Até então, os familiares acreditavam que os restos fossem parte do corpo do familiar.

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