“Não é justo que no mesmo ambiente de trabalho tenha uns sobrecarregados e outros com pouca demanda tendo a mesma função, recebendo o mesmo salário”, a afirmação é do presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, Ronaldo Eurípedes sobre o desequilíbrio da força de trabalho do Judiciário. A fala ocorreu durante a edição do projeto Caminhos da Justiça na Comarca de Filadélfia, na tarde desta quarta-feira (24/6). O desembargador ainda completou, “na visão do CNJ (Conselho nacional de Justiça), o Tocantins já tem um quantitativo suficiente de magistrados e servidores para dar evasão aos processos, então o que precisamos fazer é nos reorganizarmos”.

Durante o encontro, que reuniu a presidência do TJ, o juiz titular e diretor do Fórum, Fabiano Ribeiro e os servidores, foram informadas as medidas que o Judiciário vem tomando para melhorar a produtividade. Entre as propostas está o Trabalho Remoto, que permitirá que comarcas com menor demanda auxiliem, por meio do sistema eletrônico de processos, as sobrecarregadas, equalizando a força de trabalho. O desembargador também falou sobre a criação dos cartórios e contadorias únicas.

Ronaldo Eurípedes ainda reforçou que nesse novo momento do Judiciário a unidade é fundamental. “Não há mais espaço para o comodismo, para apegos com minha vara, minha comarca, esse Judiciário sem unidade a sociedade não quer pra ela. Somos todos somos a Justiça do Tocantins”.

Falando diretamente ao servidor ele ainda afirmou, “você é a extensão do juiz, da Justiça na sociedade, quando percebemos isso vemos a grandeza do Poder Judiciário”.

Fala Comarca

O juiz Fabiano Ribeiro também falou da necessidade do aprimoramento para melhor atender o cidadão. “É preciso melhorar a nossa prestação jurisdicional, eu sempre falo que podemos dar um pouco mais para atender melhor a sociedade”. O juiz também ressaltou o atendimento dado ao jurisdicionado pelos servidores. “Trabalhamos aqui com servidores que recebem o cidadão muito bem. Temos deficiências, mas acredito que todos querem melhorar. Temos servidores aqui que produzem quase 200 atos, com essa transparência a gente vai alcançar nosso objetivo”.

Na oportunidade a servidora Rosimeire Leide Cruz tirou dúvidas administrativas e também registrou sua satisfação com o uso do e-Proc. “Eu estou amando o e-Proc, é uma ferramenta que transformou o nosso trabalho”. Já a servidora Marineida Oliveira relatou problemas estruturais no Fórum e o presidente explicou que a obra ainda está na responsabilidade do Ceste (Usina de Estreito), mas que o TJ já está em contato com o consórcio para solucionar os problemas.

O problema com a distância dos distritos para a sede da Comarca, como é o caso do município de Palmeirante, que fica bem mais próximo de Colinas, mas integra a Comarca de Filadélfia também foi relatado. O presidente explicou que essa situação também afeta outras unidades e está sendo estudada uma solução.

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