CERIMONIA DE ABERTURA DA COPA DO MUNDOUma falha da segurança quase acaba em tragédia na abertura dos jogos da Copa do Mundo no estádio Itaquerão, em São Paulo, no último dia 12. Um atirador de elite do Grupo Especial de Regate (GER), da Polícia Civil, avistou um homem armado perto da tribuna onde estavam a presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer, chefes de Estado e autoridades da Fifa.

O homem vestia um uniforme do Grupo de Ações Táticas (Gate), da Polícia Militar, e estava em uma área de acesso proibido. O sniper chegou a pedir autorização para abater o homem, suspeito de ser um intruso disfarçado com uniforme do Gate. Temendo pânico entre torcedores e autoridades, a sala de comando, montada no estádio, não autorizou o disparo.

Alguns minutos depois, um policial, cuja identidade não foi revelada, analisou as imagens na sala de monitoramento e reconheceu o suspeito como sendo, de fato, um policial do Gate.

O episódio abriu uma crise entre as corporações. A Polícia Civil diz que o policial invadiu uma área restrita sem autorização. A Polícia Militar alega que ele tinha autorização dos seus superiores, pois apurava uma suspeita de bomba.

A Secretaria de Segurança Pública admitiu o erro, mas sem gravidade. “A Secretaria da Segurança Pública esclarece que, no episódio em questão, houve um erro de comunicação que foi rapidamente sanado, sem maiores consequências”. O secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira, pediu relatórios ao comando das duas polícias.

A pasta não informou se a razão da presença do policial militar no local proibido já foi esclarecida nem confirmou se havia uma suspeita de bomba na área sendo investigada naquele momento. (Rodrigo Vilela/Diario do Poder)

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