O protesto dos caminhoneiros completa três dias nesta quarta-feira, 23. No Tocantins, ao menos oito trechos de rodovias federais estão bloqueados, impedindo a passagem principalmente de caminhões. Em Palmas, os supermercados já começam a sentir os reflexos do movimento. Postos de combustíveis também enfrentam falta de produtos, segundo o sindicato da categoria.

Gerentes de dois supermercados, localizados no centro da capital, informaram que as cargas de verduras e leite não chegaram. Os produtos estão diminuindo nas prateleiras e podem faltar nas próximas horas, caso não haja a entrega.

O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis (Sindiposto), Wilber Silvano, disse que alguns postos em Palmas estão com falta de combustíveis. “A base de distribuição está interditada e como ela fica bem ao lado, ninguém tem grandes estoques. Outro fator é que as pessoas podem entrar em pânico e pode levar a um consumo maior”, argumentou.

Os Correios também foram afetados. A empresa informou que desde a última segunda-feira, as remessas postais e de encomendas de outros estados não estão chegando regularmente em Palmas, Araguaína e Gurupi. Disse também que enfrenta dificuldades para escoar a carga estadual a partir destas três cidades para os demais municípios do interior do Tocantins.

Afirmam ainda que estão temporariamente suspensas as postagens das encomendas com dia e hora marcados (SEDEX 10, 12 e HOJE). Também haverá o acréscimo de dias no prazo de entrega dos serviços SEDEX e PAC, bem como das correspondências enquanto perdurarem os efeitos desta greve.

Por fim, a empresa disse que no momento em que a situação do tráfego nas rodovias retornar à normalidade, reforçará os processos operacionais para minimizar os impactos à população. (G1)

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