Abordagens policiais fora do padrão no Tocantins

Casos de abordagens policiais fora dos padrões têm gerado preocupação à população do Tocantins. Dois vídeos feitos por moradores mostram civis sendo agredidos por militares durante operações em Fortaleza do Tabocão e em Ananás. Dois casos de pessoas que morreram após ser baleadas durante ações da PM também foram registrados em Formoso do Araguaia.

Dentro dos quartéis, são feitos treinamentos regulares sobre como as abordagens deveriam ser. Na teoria, há organização, mas na prática, em alguns casos, o resultado tem sido diferente. No começo do mês, em Fortaleza do Tabocão, foram registrados chutes e tapas em um morador da cidade. Segundo a PM, ele estava pilotando sem capacete e não obedeceu à ordem de parada, isso não dar direito ao policial cometer agressão.

Em Ananás, norte do estado, em agosto do ano passado, uma mulher foi agarrada pelas costas, lançada ao chão e depois recebeu um golpe conhecido como mata-leão até desmaiar. Depois disso, ainda foi algemada. Os policiais disseram que a ação era necessária porque ela não queria ir à delegacia.

Com mais de 1,5 milhão de habitantes o Tocantins tem 3.596 policiais militares na ativa. A justificativa para a falta de padrão durante abordagens é que alguns PMs que trabalham aqui se formaram em outros estados. O resultado do despreparo fez o Ministério Público Estadual investigar um caso na região sul do estado.

Foi em Formoso do Araguaia. O jovem Wilque Romano da Silva, de 19 anos, foi morto por PMs em janeiro. Um vídeo foi feito com celular assim que um morador do bairro ouviu um tiro. Nas imagens, um policial mexe no corpo do jovem e coloca objetos em uma sacola. A PM disse que a equipe reagiu depois que o morador tentou sacar uma arma.

Há casos de abordagens em que o próprio policial militar é vítima. Na última sexta-feira (27), um PM morreu depois de ser baleado por um delegado da Polícia Civil e três agentes da delegacia de homicídios de Palmas, num bar, na região sul da capital. (G1)

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