sem terraPor volta das 03:00h da madrugada de sábado,02, um grupo de sem-terras invadiu a fazenda Santa Hilário localizada na zona rural de Araguatins. Eles estavam armados com espingardas e chegaram ao local atirando contra um automóvel, uma motocicleta e a sede da fazenda, onde uma família estava dormindo. Assustado com o ataque, um dos moradores reagiu aos tiros e efetuou um disparo contra o grupo, atingindo um dos invasores, identificado como Francisco José dos Santos, de 54 anos. O projétil atingiu o quadril dele, mas ele foi socorrido e encaminhado ao hospital de Araguatins, onde foi medicado e não corre risco de morte.

As Polícias Militar e Civil foram acionadas e deslocaram imediatamente ao local para verificar a situação. No caminho, os policiais abordaram um caminhoneiro que saía da fazenda e foram informados por ele de que haviam mais de 20 invasores armados com espingardas e que o clima estava tenso lá dentro, pois havia crianças e mulheres juntos aos ocupantes, que inclusive um morador da fazenda havia sido agredido. Os policiais, então, passaram a negociar com os líderes do movimento, e os convenceram a se retirarem de lá pacificamente.

De acordo com a Polícia, os invasores provocaram vários prejuízos, pois o automóvel do morador estava com todos os vidros quebrados, pneus furados, capô e lataria amassados, uma motocicleta foi cravejada a balas e ainda sacrificaram uma vaca. Além disso, foi encontrado no matagal próximo à sede da fazenda os seguintes material bélico: 01 carabina calibre 22, 05 espingardas do tipo bate-bucha, 07 cartuchos de calibre 16, 01 cartucho deflagrado calibre 38, 1 cartucho deflagrado calibre 28, 1 frasco de espoleta, uma porção de chumbos, 2 tubos de pólvora e 200 gramas de chumbo.

Após a retirada dos sem-terras, todo o armamento apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Augustinópolis, a qual deve instaurar um inquérito para apurar o caso. Por outro lado, um dos líderes do MST, alega que a fazenda pertence à União e que foi grilada por um empresário da cidade de São Paulo. Ele afirma que as terras estão improdutivas e que há anos lutam para serem assentados no local, mas que o INCRA não toma as devidas providências.(Patrulha Na Net)11160438_10203917821207844_1834101294_n-350x262

 

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