O ex-prefeito de Palmas e pré-candidato do PSB ao governo do Estado, Carlos Amastha lamentou na tarde desta sexta-feira, dia 6, o agravamento da instabilidade política e administrativa do Tocantins provocada pela recondução provisória ao cargo do governador cassado Marcelo Miranda e de sua vice, Cláudia Lélis. “Olhem a loucura… Em três dias o Ministério Público deve fazer sua manifestação. O julgamento dos embargos pode acontecer na próxima semana. Sai definitivo MM [Marcelo Miranda]. Viramos laboratório. Falta de respeito com todos nós”, se manifestou, por meio de sua conta no Twitter. “Temos a obrigação (partidos políticos, instituições e a sociedade civil organizada) de fazer um pacto pela estabilidade do Estado. Nada pode ser mais importante do que o Tocantins”, emendou.

A decisão provisória que determinou a volta de Miranda ao comando do Palácio Araguaia é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A liminar foi divulgada pelo STF no final da manhã desta sexta-feira. Miranda foi cassado no dia 22 de março e foi substituído pelo presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Mauro Carlesse. Nesse período, 70 gestores das secretarias e autarquias do Estado deixaram os cargos junto com o governador cassado. E o governador interino fez algumas substituições e começou até mesmo a anunciar projetos de governo. “Isso é inadmissível. Uma troca de governo por via judicial já representa um impacto negativo para o Estado, com reflexos nos setores administrativos, econômicos. Quem de fora investe num Estado numa situação dessas?”, lamentou Amastha.

Para ele, a instabilidade política e administrativa é responsabilidade do que classifica de “velha política”. “Disse isso logo após a cassação, no último dia 22. O Tocantins parou há mais de dez anos quando a velha política rompeu relações e, a partir daí, um quis derrubar o outro na Justiça. E, de lá para cá, o Estado do Tocantins, mesmo cheio de potencialidades, não recebeu o tratamento necessário de seus governantes. O Tocantins parou no tempo e os governadores desde então só pensaram em anular um ao outro. O resultado é isso: as instituições usam esse Estado tão rico como laboratório jurídico”, comentou.

Para Amastha, o Tocantins “não merece isso”. “Um Estado como esse não merece mais isso. É preciso arrumar essa bagunça”, disse. Na visão do ex-prefeito da Capital, os políticos que querem o bem e o desenvolvimento do Tocantins e os representantes da sociedade civil organizada do Estado devem se unir “neste momento de grave crise política”. “Precisamos juntar os agentes políticos que de fato querem o melhor para o Estado, que querem desenvolver projetos para o Tocantins com as entidades para buscarmos a estabilidade. Nós estamos à disposição. Esse Estado não tem um grande projeto há mais de 10 anos por culpa dessa velha política que deixou a situação chegar neste estágio”, finalizou.

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