Marli Viana teve perna amputada em 2011

Uma mulher de 42 anos está fazendo uma rifa para comprar uma prótese. Ela teve parte de uma das pernas amputada após um acidente de trânsito. Marli da Silva Viana, que mora em Araguatins,conta que a prótese lhe trará de volta uma vida normal além da tão sonhada independência. Além disso, ela deseja poder pegar de novo a neta no colo. “Vai ser uma grande realização. Sonho em ser independente.”

Desempregada, Marli conta que ficou impossibilitada de trabalhar após a perda da perna e agora vive de favores. Ela conta com a ajuda do companheiro e de uma sobrinha. “Não é todo dia que as pessoas estão disponíveis para ajudar. Eu quero muito ter de volta uma vida normal. Não consigo nem limpar minha casa”, lamenta.

A mulher diz que desde que perdeu parte da perna, anda com auxílio de muletas que causam ferimentos, por causa do sobrepeso. “Não posso praticar atividades físicas”, lamenta.

Segundo Marli, uma das maiores limitações é não poder pegar a neta no colo. “Tenho uma neta de quatro anos e um dia ela estava chorando, abriu os braços e disse: ‘me pega vovó’. Aquilo me cortou o coração. Eu sei que quando adquirir a prótese vou poder pegá-la novamente”.

Marli conta que não tem condições financeiras para comprar uma prótese, que custa mais de R$ 4 mil. Ela disse que ganhou uma do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não se adaptou. Tentando usar, ela teve femimentos que chegavam a sangrar.

Questionada sobre promover uma rifa, a mulher conta que a ideia partiu de um homem que nem a conhecia, mas que percebeu suas dificuldades. “Eu estava na fila de um banco e ele me perguntou: ‘por que você não usa uma prótese?’. Eu disse que não tinha condições, mas tinha esperança de um dia possuir uma. Foi então que ele falou que estava me doando um bezerro para ajudar no custeio e eu resolvi realizar a rifa que custa R$ 10”, conta.

Além do bezerro, uma cesta de produtos de beleza e uma sanduicheira estão entre os prêmios. Para ela, a compra da prótese é a única saída para ter de volta uma vida normal. “Todas as pessoas que usam prótese fazem de tudo e eu também quero fazer”, diz emocionada.

O acidente

O acidente aconteceu no dia 11 de setembro de 2011. Ela estava na garupa de uma motocicleta que bateu em uma caminhão. Marli passou por cirurgias, mas teve que ampultar a perna esquerda três dias após o acidente por causa da falta de circulação de sangue na região. O piloto da motocicleta também teve uma das pernas amputada.(G1)

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