Representantes do governo estadual estiveram reunidos com o SINTET na manhã desta segunda-feira, 11, para tratar da pauta da Educação. A reunião intermediada pela deputada federal Josi Nunes (PMDB), busca retomar a negociação das reivindicações acerca do acordo da pauta que não foi cumprida pelo governo em sua totalidade.

O presidente do SINTET José Roque Santiago apresentou a pauta e falou da insatisfação da categoria referente à morosidade no cumprimento do acordo e da ansiedade dos trabalhadores/as em receber os direitos que já deveriam ter sido cumpridos, entre estes o restante do passivo das progressões 2013, progressões 2014 e da data-base 2015.

Sobre a pauta, o secretário da administração Geferson Barros disse conhecê-la ponto a ponto, e que estuda junto ao governo, uma data para responder ao SINTET sobre quando pagar os passivos. Logo mais às 18h, o Comitê gestor estadual estará se reunindo e a Secad vai apresentar a proposta da Educação e pediu novo prazo até o final da semana para dar um posicionamento sobre a proposta do SINTET. “O governo foi relutante nas negociações sobre o acordo da greve, e sabíamos das dificuldades em honrar o acordo, visto as circunstâncias em que recebemos este Estado”, disse Geferson.

Para o Secretário do Planejamento e Orçamento (Seplan), David Torres, o grande vilão para o não cumprimento da pauta foi o FPE. “Esperávamos uma receita que não veio. É preciso compreender que iniciamos o governo com uma perspectiva e trabalhamos com outra bem diferente”, disse o secretário ao se referir a redução de 52 milhões do Fundo de Participação Estadual(FPE), até o mês de abril, e da redução dos repasses na ordem de 18 milhões do Fundeb em relação ao mesmo período em 2015.

De acordo com o secretário geral de Governo e Articulação Política, Lyvio Luciano Carneiro de Queiroz, para atender a categoria, não falta boa vontade do governo e sim recursos. “Precisamos agir com responsabilidade e para isso precisamos de compreensão”, disse Lyvio Queiroz.

O SINTET rebateu os apontamentos sobre os déficits nos recursos e denunciou as contratações arbitrárias (contratação por contratação), sem fundamentação, para garantir respaldo a alguns deputados em seus “colégios eleitorais”. “Temos escolas no interior com cinco contratos sem função só pra garantir emprego, já que há redução de recursos isso não pode acontecer”, disse José Roque.

Participaram da reunião os secretários da fazenda, Edson Ronaldo Nascimento, Secretaria do Planejamento e Orçamento (Seplan), David Torres, Secretaria Geral de Governo e Articulação Política, Lyvio Luciano Carneiro de Queiroz, da administração, Geferson Barros, e da Educação, Adão Francisco e as diretoras Ana Paula e Helena (Seduc).

Do SINTET participaram o presidente José Roque, o secretário geral, Carlos de Lima Furtado, o secretário de Finanças, Nilton Pinheiro, da Comunicação Drawlas Ribeiro e o presidente do SINTET Reg. de Miracema, Iata Anderson.

Assembleias Regionais

O SINTET pontuou na reunião sobre os encaminhamentos da categoria nas assembleias regionais. A categoria sugeriu esperar uma resposta do governo até a reunião de hoje, e caso não fosse uma resposta positiva que passariam a reduzir a hora/aula. Sobre o mote: “Para a Educação o Tempo Parou. Sem Negociação, Haverá Redução”!

O presidente do SINTET José Roque esclareceu ao secretariado que aguardará a resposta do governo até a data solicitada, para dar seguimento a proposta encaminhada pela categoria. “Aguardamos uma resposta que contemple a categoria”, disse José Roque.

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