Descontentes com os rumos das negociações com o Governo do Estado, os servidores do Quadro Geral podem aprovar indicativo de greve geral na assembleia marcada para o próximo sábado, dia 28 de março, a partir das 14 horas, em Palmas.

Na última reunião ocorrida entre a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (SISEPE-TO), o governo apresentou proposta de efetuar o pagamento do retroativo das progressões em até oito vezes para quem ganha até quatro salários mínimos.

A proposta não foi bem recebida pelo Sindicato e uma assembleia extraordinária foi convocada para que os servidores decidam se aceitam a proposta ou se aprovam um indicativo de greve caso as negociações não evoluam. Durante a reunião com o secretário da Administração, Gerferson Barros, o presidente do SISEPE-TO, Cleiton Pinheiro, chegou a argumentar que a proposta não atendia as expectativas mínimas dos servidores, uma vez que as progressões já deveriam ter sido pagas.

Outra questão que deixou o SISEPE-TO mais preocupado é que, além de não dar espaço para avançar nas negociações, Geferson Barros informou também que todas as progressões previstas para 2015 não serão pagas este ano pelo governo. “Diante desta posição do governo resolvemos convocar os servidores para que eles decidam quais os caminhos que o Sindicato deve adotar, como apresentação de contra-proposta, mobilização ou greve geral”, destaca Cleiton Pinheiro.

O presidente do SISEPE-TO pondera que os servidores sempre demonstraram sensibilidade em relação a situação do Estado e estão abertos ao diálogo. “No entanto o atual governo tem se mostrado inflexível ao suspender e anular direitos dos servidores, além de não querer cumprir com direitos garantidos em lei”.

Recentemente o SISEPE-TO ajuizou uma ação na Justiça para impedir que o governo faça a nomeação de cargos comissionados. “Não justifica o governo negar direitos dos servidores efetivos alegando dificuldades financeiras e ao mesmo tempo nomear milhares de pessoas em cargos comissionados. Isto é um desrespeito com o servidor concursado e demonstra que o governo não está preocupado em cortar gastos”, afirma Cleiton Pinheiro. (Antonio da Luz)

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