Foto: Beto Monteiro/Divulgação

Paciente de UTI que casou no Hospital Geral de Palmas (HGP) e morreu seis dias após cerimônia é destaque na Folha de São Paulo desta quarta-feira, 22. O paciente Arion Rodrigues do Nascimento, de 40 anos, morreu na madrugada da sexta-feira,17, por complicações no estado de saúde. O homem estava internado na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) do Hospital Geral de Palmas (HGP) havia um ano e nove meses. Ele ficou tetraplégico e respirava com ajuda de aparelhos, depois de sofrer um acidente.

Da sua cama no Hospital Geral de Palmas, Arion chamou uma das enfermeiras assim que acordou há cerca de 15 dias. Ainda ansioso com o sonho que teve, disse ter ouvido de Deus para apressar os planos de casamento porque a sua hora tinha chegado. Desde quando chegara ao hospital, em abril de 2015, após um acidente de carro, o casamento era usado como meta por sua mulher. “Quando você sair daqui a gente se casa”, dizia Maria da Penha.

O casal já vivia junto havia dez anos quando aconteceu o acidente. Ele havia terminado o primeiro casamento e tinha duas filhas quando a conheceu na pequena cidade de Colmeia. Foram morar juntos e tiveram mais uma menina. Mecânico, apaixonado por veículos grandes, Arion voltava para casa quando adormeceu ao volante. Acordou no hospital, na UTI, com a coluna fraturada, sem movimentos abaixo do pescoço. Ficou na mesma unidade de tratamento intensivo por um ano e três meses. Consciente, animado, sorridente. “Ele era a alegria da UTI. Estava atento a tudo, brincando, conversando. Nunca reclamava”, conta Maria da Penha.

No começo do mês, já na UCI (Unidade de Cuidados Intermediários), fez todos correrem para organizar sua festa após seu sonho. A diretora da unidade pediu a ajuda da Casa de Apoio Vera Lúcia Pagani, que conseguiu doações para bolo, docinhos, decoração e até para o vestido da noiva. A cerimônia religiosa foi na capela do hospital, no dia 11, seis dias antes de Arion morrer, aos 40, por falência dos órgãos. Deixa mulher, três filhas, os pais e irmãos. Não deu tempo para a união no civil. (Folha de São Paulo)

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