Dados mostram um quadro alarmante sobre o nível de insegurança no Estado do Pará. De acordo com o Sistema Integrado de Segurança Pública do Estado paraense (SISP), só entre esta sexta-feira, 19 e o final da noite de domingo, 21, foram registradas 40 mortes.

Quadro geral

No período de 1º a 17 de janeiro de 2018, foram registradas 240 mortes violentas em todo o Pará, o que representa uma média de 14 mortes por dia. A violência se divide em 206 homicídios, oito latrocínios, sendo um de “lesão corporal seguido de morte”, e 25 mortes por intervenção policial.

Enquanto isso, Belém registra um quadro igualmente assustador, já que só na capital foram registradas 44 mortes, sendo 41 homicídios, dois latrocínios e uma morte por intervenção policial.

Munição policial na cena do crime

Na última quarta-feira (17), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) reuniu-se com autoridades de segurança pública para tratar dos homicídios em Belém que tinham características de execução, o que resultou na instauração de um inquérito policial para apurar o caso.

O promotor de Justiça Militar Armando Brasil afirmou que o que chamou a atenção foi encontrar munições policiais nas cenas dos crimes, a exemplo dos cartuchos ponto 40 usados pelas polícias Civil e Militar.

Agentes de segurança na lista

Quem nos acompanha já percebeu que desde o início desse ano uma onda de violência tem crescido e preocupado os moradores da capital e Região Metropolitana. Os repetidos casos de execuções por algozes que circulam em carros pretos ou pratas, ou os assassinatos de policiais militares, estão deixando a população em constante alerta.

Entre os agentes de segurança pública, já subiu para cinco o número de policiais militares mortos e um guarda municipal, em todo o Estado. O primeiro crime registrado foi do Sgt Wladimir de Matos no dia 6 de janeiro, no bairro do Guamá, em Belém.

Outro agente vitimado pela violência foi o PM Richard de Souza, assassinado dentro de uma van no dia 10, em Marituba. Sete dias depois, na última quarta (17), o Sgt. João Lameira morreu após uma intensa troca de tiros com seis bandidos em uma van, em Igarapé-Açu. Já na noite deste sábado (20), a família do Sgt. Pojo recebeu a triste notícia que o militar foi alvejado com três tiros quando saía do serviço.

A estatística continou no domingo (21), com a morte do cabo da PM Eli Campos e o guarda municipal Arthur Alves, sendo o primeiro baleado em Icoaraci e o segundo, no Conjunto Satélite, em Belém. E o fim de semana sangrento ainda terminou com a execução de um homem na Praça da República, na noite da mesma data. (Fernanda Palheta/DOL)

Compartilhar

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: jornalismo@nortedotocantins.com.br que iremos analisar.