A Polícia Militar visitou na noite desta segunda-feira, 29, a aldeia Mariazinha, localizada no município de Tocantinópolis, que na ocasião tratou da criação do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG). A ação faz parte de um projeto, que inclusive já visitou cidades como Ananás, para que seja realizado o curo de Agente Comunitário de Segurança (CACS).

O CONSEG é uma entidade sem fins lucrativos, de adesão voluntária, que se reúne normalmente uma vez por mês ou em ocasiões especiais, quando necessário. Além de discutir estratégias para o enfrentamento dos problemas de segurança pública da comunidade, a organização atua também no desenvolvendo de projetos educativos, sociais, culturais, esportivos e ambientais, sejam eles de iniciativa própria (do CONSEG) ou em parceria com entidades públicas e privadas.

Na ocasião, o capitão José Ribamar Maciel Martins presidiu a palestra, apresentando o projeto a ser desenvolvido na cidade de Tocantinópolis e esclarecendo todas as dúvidas existentes entre os participantes. “Em todo lugar há problemas com a segurança, aqui (na aldeia) não é diferente. É importante que haja um representante da comunidade indígena para nos auxiliar na resolução de questões de segurança que acontecem aqui dentro”, destacou o capitão.

Portanto, com a criação do CONSEG, a participação da comunidade e dos agentes será de grande importância, tendo em vista que esse trabalho é baseado na confiança entre os parceiros/pessoas. “É preciso que haja um representante de cada comunidade, para que assim, os demais moradores se sinta mais seguros ao relatar fatos que estejam acontecendo para que o problema seja resolvido o mais rápido possível, evitando assim, que a situação se agrave”, ressaltou o palestrante.

Para Gilberto Apinajé, coordenador pedagógico da Escola Estadual Indígena Tekator, a PM, muitas vezes atende ocorrências na aldeia quando o não índio entra na reserva, quando trata da questão de drogas e quando há violência entre o próprio índio. “Essa parceria é muito importante, pois podemos falar a forma correta de conviver em sociedade e que, não é por que estamos numa zona rural ou numa reserva indígena que podemos fazer de tudo. Saber que existe a lei e que ela tem de ser cumprida, seja onde for”, justificou.

Já para Emílio Dias Apinajé, diretor da Escola Estadual Indígena Tekator, na Aldeia Mariazinha, “nós já criamos uma equipe de segurança aqui e teve muito apoio dos indígenas. Com esse projeto que está sendo apresentado pra nós é importante pra que possamos ajudar a nossa família. Não é só aqui que vai acontecer, está acontecendo em vários lugares, pois o mesmo é de âmbito nacional. Como nós, indígenas Apinajé, fazemos parte desse município de Tocantinópolis, temos que estar juntos também, pra gente participar e aproveitar as oportunidades”, declarou.

O próximo passo agora é reunir com os representantes da comunidade, ministrar o Curso de Agente Comunitário de Segurança para eles, e eleger a diretoria do CONSEG para que este entre em atividade.

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