Cleudimar Rodrigues

Maria da Conceição Campos, de 42 anos, está desaparecida há seis dias. A mulher foi vista pela última vez ao sair de casa para cobrar uma dívida de R$ 30 mil do namorado em um terminal de ônibus de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Segundo a família, Maria da Conceição desapareceu na última quinta-feira, 19. Ela saiu de casa às 16h para encontrar o agente financeiro Cleudimar Rodrigues, que é natural de Araguatins-TO, no terminal de ônibus Maranata. Ela não voltou para casa.

De acordo com os parentes, a professora tinha um relacionamento amoroso com Cleudimar, o que ele nega. O agente financeiro, que é casado, ressalta que ele conhecia Maria Conceição há 10 anos e eram apenas amigos.

Após prestar depoimento na Polícia Civil, Cleudimar disse que não compareceu ao encontro com a professora por causa de outros compromissos. “Não cheguei a encontrá-la. Não tenho a menor ideia [do que aconteceu]”, disse.

Dívida

Os parentes afirmam que Cleudimar devia para Maria Conceição. Responsável pelo caso, o delegado Arthur Fleury informou que a família apresentou extratos bancários que mostram transferências de valores da conta da professora para a do suspeito.

Maria da Conceição – desaparecida à 6 dias

“A família fala que estava em situação precária e por isso ela estava cobrando dele. O carro dele, um Toyota Corolla 2016, também está no nome dela, mas ele diz que ela só emprestou o nome para financiar o carro”, relatou.

Cleudimar alega que não devia para a amiga, pois recebia o dinheiro como pagamento por negócios que fazia. “Ela ia fazer renegociação, se ela fosse fazer diretamente com outro correspondente, ele ia dar uma tabela x, eu usava uma tabela mais flex e falava para ela: ‘Vou fazer assim para você e, dependendo do que passar o valor, você me passa a diferença’.”, relata o agente financeiro.

Investigação

De acordo com o delegado, Cleudimar tem antecedentes criminais. “O suspeito, a priori, tem várias passagens por crimes como estelionato, lesão corporal, ameaças e isto está sendo levantado agora para saber se tem relação com o crime”, explicou.

Fleury investiga se outras pessoas estão envolvidas no desaparecimento da professora e faz buscas pela mulher. “Não temos confirmações nem de morte nem de localização. Agora é equipe na rua, colhendo mais informações para esclarecer o caso, procurando pessoas que poderiam ter visto ela na rua”, conclui o delegado. (Com: G1)

 

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