Foto: ReproduçãoA edição de janeiro da revista satírica Charlie Hebdo comenta um ano após o atentado na sede da publicação, localizada em Paris. Em 7 de janeiro de 2015, mulçumanos extremistas atacaram a redação da revista e deixaram 12 pessoas mortas.

O cartunista Riss, atual diretor do veículo, ficou gravemente ferido nos ataques e é dele o artigo que fala contra o fanatismo religioso na edição atual da revista, não apenas do fanatismo dos muçulmanos, mas de outras religiões.

Em parte do artigo, segundo a France Presse, o cartunista diz que “as convicções dos ateus e dos laicos podem mover mais montanhas do que a fé dos crentes”. Riss defende de forma ferrenha a laicidade do Estado e critica todos os que queriam a morte da publicação por “ousar rir do religioso”.

Mais de um milhão de pessoas terão acesso a este artigo, pois a edição terá sua tiragem aumentada, sendo distribuída em diversos países.

Um caderno especial trará charges dos cartunistas que morreram nos atentados:  Charb, Honoré, Cabu, Wolinski e Tignous. Outros profissionais também participam da edição especial e algumas personalidades como a ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin; atrizes, como Isabelle Adjani, Charlotte Gainsbourg e Juliette Binoche também assinam artigos na publicação deste mês.

A capa da Charlie Hebdo de janeiro traz na capa a charge de um deus barbudo, com um Kalashnikov e com a veste ensanguentada e o título diz: “1 ano depois, o assassino ainda corre”.   (Informações G1)

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